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O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

11.Jul.20

Hoje não me apetece escrever

O pior cego
     Está demasiado calor. O verão chegou e a praia chama por mim. Pego num livro mais ligeiro e deixo aquele livro desafiante no escuro do meu quarto. Há meses que o estou a tentar acabar, mas hoje nem lhe vou tocar. A preguiça causada por este tempo está a chegar até mim e eu deixo.      Com o livro numa mão e a toalha noutra vou até à praia onde está demasiada gente para me sentir confortável. Deito-me um pouco a apanhar sol. Viro-me e ao fim de poucos minutos acabo (...)
15.Mar.17

17 Dias - Paixão

O pior cego
     Passou anos agarrado aos seus livros. Durante páginas sem fim apaixonou-se e odiou com toda a força com que uma pessoa se pode apaixonar ou odiar. Aquelas personagens descritas no papel transbordavam e tornavam-se reais. Tão reais ou mais até do que qualquer pessoa que ele conhecesse.      A paixão com que Don Quixote exaltava a sua Dulcineia del Toboso inspirava-o. Também se apaixonou perdidamente por Cosete e tantas outras que acabou por lhes ir esquecendo os nomes. (...)
03.Mar.17

29 Dias - A quinta

O pior cego
     Fui visitar uma quinta. Tinha porcos, patos e galinhas. Vacas, cavalos e até um burro vagaroso. Levavam os dias a pastar e a dormir. Os agricultores levavam-lhes comida uma vez por dia, ordenhavam as vacas e apanhavam os ovos. Uma vez por outra algum animal fugia por algum buraco na cerca velha mas acabavam sempre por ser apanhados.      Em dias de matança vinham amigos e familiares. Um dos porcos sofria, mas todos os outros continuavam indiferentes. Até mesmo quando um dos (...)
22.Fev.15

O meu livro

O pior cego
     Agarrado ao meu livro perco-me nas palavras. As frases construídas tornam-se realidades e a realidade torna-se fantasia. Todas as personagens passam a fazer parte da minha vida e daquilo que eu sou. Quando leio o meu livro eu deixo de ser eu. Deixo de ser o aluno, o amigo, o filho. Deixo de ser a pessoa que está sentada no banco do metro à espera de chegar ao seu destino. Deixo de existir durante os instantes em que estou agarrado aquelas folhas de papel com bocados de tinta (...)