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O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

28.Jul.20

Um misto de nostalgia e aborrecimento

O pior cego
     Estou de férias e por isso voltei à cidade que me viu nascer. Uma cidade pequena, no interior que pouco ou nada tem para fazer. Ficaram amigos, ficaram familiares e apesar da pandemia não resisto. Já passaram demasiados meses sem os ver e as saudades começam a apertar. Aproveito uns dias de férias e após um curto confinamento voluntário regresso aquela que devia ser a minha casa. Já não é. Passaram demasiados meses. Demasiados anos. Já não é a minha casa. Esta já (...)
13.Jul.20

Como escrever bem

O pior cego
     Como escrever bem?      É bastante simples. Basta seguir a receita que tantas vezes ouviste e ignoraste. Ao ler imensos livros de conceituados autores a explicar tornou-se simples. Claro que os videos de entrevistas também ajudaram. E há sempre as ajudas dos editores também.      Se respeitares a construção frásica que a tua professora de português tantas vezes te corrigiu. Se tiveres atenção à coerencia verbal de todo o texto. Se respeitares as regras de (...)
05.Jul.20

Em busca do texto perfeito

O pior cego
     Procuro as palavras. Procuro a inspiração. Procuro tudo aquilo que sei que está dentro de mim e que não quer sair.      Tento partilhar da melhor forma aquilo que me vai na cabeça. Tento que me saia através das mãos aquilo que nem através da boca consigo exprimir.      Ao contrário da palavra falada, a palavra escrita tem tempo de ser ponderada. Tem tempo de fazer sentido e tem tempo para ser compreendida. Fica assente e não volta atrás. Não depois de ser partilhada.
02.Jul.20

Porque escrevo

O pior cego
     Passo horas em frente a páginas em branco. Mais horas ainda em frente a palavras que acabo por apagar. E muito mais com ideias que teimam em não ganhar forma e sair para o papel.      Uso demasiado do meu tempo a pensar em escrever. Uso demasiado do meu tempo a pensar no que escrever. Uso demasiado pouco do meu tempo a escrever.      Não sei porque o faço. Não sei porque gasto toda esta energia com algo que, no fim de contas, aparenta sempre ser algo tão inutil e sem (...)
29.Jun.20

Porque volto sempre

O pior cego
     Todos os dias penso em escrever e raramente o faço.      Todos os dias tenho uma nova ideia e raramente a concretizo.      Todos os dias tenho um novo texto e raramente o publico.      Quero-o fazer. Quero escrever e quero que os meus textos sejam publicados. Queria ter a coragem de passar as minhas ideias para o papel virtual do meu computador e mais coragem ainda para as enviar para o mundo. Mas não tenho. Pelo menos não na maioria dos dias.      Ao olhar para (...)
22.Fev.19

O falso escritor

O pior cego
     Escrevia sem parar. Não livros nem mesmo contos. Por vezes nem histórias eram. Nada tinha nem principio nem meio nem fim. Não conhecia artimanhas para atrair o leitor nem sabia como utilizar as espressões correctas para descrever um sentimento ou uma emoção mas isso também não importava. O seu unico público era ele mesmo quando voltava a ler esses textos anos mais tarde. Muitas das palavras eram apagadas antes mesmo de as reler. Sabia que não tinham valor. Tudo o que (...)
18.Fev.19

O escritor - bloqueado

O pior cego
     Todos os dias escrevia. Caneta e papel era tudo o que precisava para se sentir completo. Sentado onde fosse, ou até mesmo de pé, escrevia sobre tudo e sobre nada. Brincava com as palavras e elas brincavam com ele como velhos amigos. Enchia folhas sem fim. Autenticos livros com principio meio e fim. Rabiscava até nas margens de outros livros apesar de detestar estraga-los (porque para ele fazer qualquer alteração que fosse ao estado original das coisas era estragar). Por vezes, (...)
16.Fev.19

O escritor

O pior cego
          Escrevia todos os dias. Com papel e caneta, sentado em frente à secretária, inventava as mais mirabolantes histórias de fantasia, guerra, romance. Descrevia as suas personagens com uma paixão só possível de se ter por alguém que se conhece melhor do que a nós mesmos. Todas elas tinham uma história, família e amigos. Todas as suas personagens tinham emprego, interesses nos tempos livres e lutavam por aquilo em que acreditavam. Tudo aquilo que escrevia estava cheio (...)