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O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

18.Fev.19

O escritor - bloqueado

     Todos os dias escrevia. Caneta e papel era tudo o que precisava para se sentir completo. Sentado onde fosse, ou até mesmo de pé, escrevia sobre tudo e sobre nada. Brincava com as palavras e elas brincavam com ele como velhos amigos. Enchia folhas sem fim. Autenticos livros com principio meio e fim. Rabiscava até nas margens de outros livros apesar de detestar estraga-los (porque para ele fazer qualquer alteração que fosse ao estado original das coisas era estragar). Por vezes, quando não tinha mais nada à mão, até o telemóvel servia como escape para toda aquela afluência de palavras que o sufucavam, sempre com a ideia de depois passar essas palavras para o papel. Nunca o fazia. Quando tinha papel novas ideias surgiam enão havia tempo para o que já tinha passado.

     Escrevia sempre sem parar. Nem mesmo as dores no pulso ao fim de horas de caneta na mão o faziam abrandar. Conseguia sempre escrever, menos quando tinha de o fazer.