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O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

01.Abr.17

A guitarra

     É como um prolongamento dos meus braços. Na ponta dos meus dedos sinto as cordas firmes. Tantos anos deixaram-nos calejados. Posso passar horas a fio agarrado a ela. Por entre melodias conhecidas e acordes tocados de forma aleatória vou redescobrindo este prazer que me enche. Por entre músicas que canto e outras pelas quais apenas me deixo embalar ao seu som tão familiar, deixo-me levar. Tocar numa corda, como se fosse a primeira vez e ficar ali vários minutos a deixar aquele som retinir no mais intimo de mim ou tocar numa sequência rápida, mais rápida do que os meus dedos conseguem acompanhar. Seguir o ritmo estipulado. Tudo é permitido para a descobrir.

     Com a guitarra ao colo, repito cada toque, cada música, cada melodia ao extremo. Toco e volto a tocar a mesma melodia vezes e vezes seguidas até a conseguir captar, até a conseguir prender dentro de mim. Descubro novos sons. Sons que julguei impossíveis. Sons maus, sons péssimos. Por vezes sons errados que soam tão certo. Com a guitarra ao colo invento músicas e melodias. Escrevo letras e poesias. Com a guitarra ao colo invento e reinvento aquilo que um dia julguei ser impossível. Com a guitarra ao colo descubro e redescubro coisas que pensei já não existirem. Com a guitarra ao colo deixo-me levar e sonho.

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