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O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

O pior cego

Não, não quero ver, por isso fujo para mundos meus de leitura, filmes, series e agora também de escrita.

30.Jun.20

Só para ti

     Estas palavras são só para ti.

     Tu que estás a ler este texto.

     Escrevo para ti e mais ninguém.

     Agora que todos querem ter milhares de seguidores, gostos, visualizações, eu só quero que tu leias este texto e mais ninguém.

     Não o partilhes, nem sequer o voltes a ler.

     Se ao leres esta palavra. Sim, esta mesmo. Ou a próxima. Em qualquer uma. Se ao leres esta palavra te aperceberes do que tens de fazer neste momento, vai faze-lo.

     Não leias mais nada. Nem sequer acabes este texto. Vai faze-lo.

     Vai escrever, vai ler o livro que está a ganhar pó na prateleira, vai lavar a loiça que ficou do jantar, mas vai!

     Sim, este texto é só para ti. Não quero que mais ninguém o leia. Se fores a única pessoa a deixar este texto a meio, para mim é suficiente. Se fores a única pessoa que pensou algo diferente ao ler estas palavras, para mim é suficiente. Se só voltares aqui quando não tiveres nada para fazer, volta só para deixares novamente este texto a meio ao aperceberes-te de que a vida está lá fora.

29.Jun.20

Porque volto sempre

     Todos os dias penso em escrever e raramente o faço.

     Todos os dias tenho uma nova ideia e raramente a concretizo.

     Todos os dias tenho um novo texto e raramente o publico.

     Quero-o fazer. Quero escrever e quero que os meus textos sejam publicados. Queria ter a coragem de passar as minhas ideias para o papel virtual do meu computador e mais coragem ainda para as enviar para o mundo. Mas não tenho. Pelo menos não na maioria dos dias.

     Ao olhar para os meus textos antigos tenho vergonha. Vejo que não são bons para mim, e ainda piores para os outros. Mesmo estas palavras, tenho vontade de as apagar à medida que as escrevo.

     Há dias, como o de hoje em que algo despoleta uma nova faisca.

     Há dias, como o de hoje em que de novo ganho coragem.

     Há dias, como o de hoje em que algo me faz de novo voltar a escrever e a publicar.

     Apesar de ter vergonha dos textos passados não os apago, pelo mesmo motivo pelo qual hoje ganhei a coragem de escrever este texto. Apesar de ter vergonha e de saber que este texto não devia sequer ter saido da minha cabeça, vou publica-lo na esperança de que amanhã tenha a mesma coragem e de que com o acumular de textos vergonhosos, um dia mais tarde possa olhar para trás e ver que foram todas estas palavras o motivo para conseguir finalmente escrever algo de que me orgulhe.